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Veí­culos bi-combustí­vel Imprimir E-mail


São duas as situações de veículos bi-combustí­vel: os veí­culos flex de fábrica e os veículos flex que são convertidos, ou adaptados pelo mercado reparador.

Vamos falar primeiro de um aspecto muito importante nessa possibilidade que só acontece no Brasil.

A gasolina brasileira é ofertada ao mercado consumidor com até 25% de álcool anidro em sua composição.

Os postos de combustí­vel de todo o paí­s vendem também, na bomba ao lado, álcool carburante para veículos movidos a álcool.

Temos a única frota verde do mundo.

Há que se fazer aqui um esclarecimento, o álcool que é misturado na gasolina não é o mesmo álcool que se compra na bomba como carburante.

O álcool que é misturado na gasolina é o álcool anidro, álcool que não leva água. O álcool que é vendido na bomba do posto como combustí­vel é o álcool hidratado, que tem em sua composição até 7,5% de água desmineralizada.

Os carros flex de fábrica são carros preparados para trabalhar com o álcool hidratado, basicamente são carros a álcool que podem usar gasolina. Portanto tem todos os seus componentes preparados para utilizar aqueles 7,5% de água que o álcool hidratado contem.

As bombas de combustível dos carros flex de fábrica são bombas de combustível fabricadas para o álcool carburante, o álcool que contêm até 7,5% de água desmineralizada. Como já dissemos anteriormente as bombas para álcool trabalham perfeitamente com gasolina.

As bombas de combustível fabricadas para trabalhar com álcool hidratado são extremamente sensí­veis a  qualidade desse álcool, portanto álcool fora de especificação É mortal para a durabilidade da bomba. Isso significa que álcool que tenha mais água em sua composição estragará a bomba, assim como álcool cuja mistura de água seja feita com água não desmineralizada, também estragará a bomba de combustí­vel.

Os carros convertidos para flex a partir de carros originais a gasolina pelo mercado reparador são carros que não estão preparados para trabalhar com o álcool carburante hidratado. Nenhum fabricante nacional ou internacional de veículos automotores, assim como nenhum fabricante de sistemas de injeção eletrônica, recomendam a conversão de veí­culos originalmente produzidos para a utilização de gasolina para a utilização de álcool carburante hidratado. Isso ocorre porque esses fabricantes sabem que o álcool hidratado acarretará a corrosão de todos os componentes do veí­culo que não foram projetados e fabricados para lidar com a água que é adicionada ao álcool hidratado carburante.

Dessa forma a DBS Baterias e Bombas Elétricas não recomenda a conversão de carros originais a gasolina para álcool, posto que no médio prazo esse veí­culo terá diversos componentes danificados pelo álcool hidratado, como por exemplo, a bomba de combustí­vel, o sensor de ní­vel, o tanque de combustí­vel, os bicos injetores, as válvulas de escapamento, o catalizador e a bateria.

 
Veí­culos a gás Imprimir E-mail

Os veí­culos que, alternativamente, funcionam a GNV (Gás Natuaral Veicular), são mais expostos a apresentar problemas na bomba elétrica de combustí­vel.

Isso sucede, normalmente, por má informação ao condutor, que em busca de uma maior economia acaba por descuidar de aspectos importantes no funcionamento da bomba de combustí­vel.

Os veí­culos movidos a gás normalmente mantêm o sistema de alimentação do combustí­vel original em funcionamento, sendo que somente as válvulas injetoras deixam de funcionar quando o veí­culo roda no gás. Dessa forma a bomba de combustí­vel continua a funcionar mesmo quando o veí­culo esta rodando no gás.

É comum o usuário desses veí­culos não manter ní­vel adequado de combustí­vel no tanque de combustí­vel, que recomendamos seja de no mí­nimo ¼ de sua capacidade. Caso o veí­culo fique sem combustí­vel no tanque, ao rodar no gás e com a bomba de combustí­vel funcionando em seco, a bomba sofrerá superaquecimento chegando mesmo a, literalmente, derreter, podendo até provocar curto circuito no sistema elétrico.

Aos usuários de veí­culos movidos a GNV recomendamos a utilização em pelo menos 20% do total de quilômetros percorridos diariamente com o combustí­vel original do veí­culo. Essa prática evitará o envelhecimento do combustí­vel no tanque, bem como proporcionará uma maior durabilidade das válvulas injetoras e uma melhor lubrificação das partes altas do motor.

Os sistemas de GNV mais avançados à  disposição do consumidor no mercado já incorporam tecnologia que desliga a bomba de combustí­vel quando o veí­culo roda no gás. Mesmo nesse caso recomendamos que as observações acima sejam acatadas.

Outro dado interessante de ressaltar é que, em alguns modelos de veí­culos, a instalação do cilindro de armazenamento de gás impede o acesso normal à  bomba de combustí­vel, fazendo que para a manutenção da mesma seja necessária a remoção do tanque de combustí­vel, ou do cilindro de gás, fato que encarece o serviço.

 
Avaliação do estado da bomba de combustí­vel Imprimir E-mail


Normalmente se avalia o estado da bomba de combustível mediante a aferição da pressão e da vazão de combustí­vel com um aparelho que incorpore um manômetro e um vazômetro. O aparelho deverá ser posicionado na linha de combustí­vel que vai da bomba de combustí­vel para as válvulas injetoras.

Deve-se recordar que a pressão na linha do combustí­vel são decorrente da atuação da bomba de combustí­vel e também da atuação do regulador de pressçao. Assim antes de se condenar a bomba de combustí­vel, é necessária uma verificação no funcionamento do regulador de pressão.

O não funcionamento puro e simples da bomba pode também ser decorrente de problemas no sistema elétrico do veí­culo, tais como fusí­vel queimado, relê da bomba de combustí­vel, chicote elétrico da bomba avariado, mau contato elétrico, e etc.

Se a bomba estiver recebendo corrente elétrica e não estiver funcionando é necessária a sua substituição. Se a bomba recebe corrente elétrica, e estiver funcionando, se o regulador de pressão estiver perfeito, se houver combustí­vel no tanque e a pressão da linha de combustí­vel for abaixo da pressão necessária, faz-se uma verificação nos dutos de combustível, tanto externo quanto internos ao tanque, a  procura de algum vazamento. Se não houver vazamentos nos dutos, a bomba deverá ser substituí­da.

Os principais sintomas de problemas na bomba de combustí­vel são:

  1. Dificuldades na hora da partida do motor, notadamente com o motor frio;

  2. Perda de potência;

  3. Parada do motor;

  4. Cortes no funcionamento quando o veí­culo estiver quente, com retomada do funcionamento após algum tempo de espera;

  5. Barulho acentuado no funcionamento da bomba de combustí­vel.

 
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